A chegada do período mais seco do ano volta a colocar Rondônia em atenção para o aumento das queimadas e da presença de fumaça. Em Porto Velho, moradores já podem perceber o horizonte mais esbranquiçado em alguns momentos.
Segundo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a fumaça observada na capital pode ser resultado tanto de incêndios próximos quanto de material transportado pelo vento de outras regiões da Amazônia, incluindo áreas do sudeste do Amazonas e noroeste de Mato Grosso.
Período seco aumenta risco de incêndios
A redução das chuvas e da umidade da vegetação cria condições mais favoráveis para o surgimento e a propagação do fogo.
O Censipam acompanha a situação utilizando informações de satélites, registros de focos de calor e outros dados de monitoramento.
Apesar do alerta, a avaliação atual é de que Rondônia não deve enfrentar, até o momento, uma situação tão grave quanto a registrada em 2024, quando queimadas e grandes volumes de fumaça atingiram o estado.
Fumaça pode viajar por grandes distâncias
Outro ponto importante é que a presença de fumaça em uma cidade não significa necessariamente que exista um grande incêndio nas proximidades.
Correntes de ar conseguem transportar a fumaça por centenas de quilômetros. Incêndios mais próximos também podem gerar poluição nas camadas inferiores da atmosfera — justamente onde a população respira.
Por isso, as próximas semanas exigem atenção, principalmente com a continuidade do período seco em Rondônia.
A recomendação das autoridades é evitar qualquer utilização inadequada do fogo e comunicar rapidamente ocorrências de queimadas e incêndios.
O Portal Watila Gomes continuará acompanhando a situação em Rondônia e novas informações sobre queimadas, fumaça e qualidade do ar.
