O Supremo Tribunal Federal atravessa uma grave crise interna após uma sequência de decisões conflitantes envolvendo os ministros André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.
Diante da escalada da tensão, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu intervir diretamente na situação.
Uma das principais disputas envolve o comando da Polícia Federal.
Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Posteriormente, Flávio Dino reverteu a decisão.
Fachin suspendeu as decisões conflitantes e manteve Rodrigues no cargo enquanto a questão é analisada.
O presidente do STF também retirou de Moraes a condução do chamado inquérito das fake news e determinou que questões envolvendo ministros da Corte passem por sua supervisão.
Uma sessão extraordinária foi marcada para 15 de setembro.
A crise ocorre poucas semanas antes das eleições gerais brasileiras, aumentando a repercussão política do episódio.
O caso também está relacionado às investigações envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, que provocaram questionamentos sobre relações entre integrantes do Judiciário e pessoas ligadas ao caso.
A situação preocupa porque conflitos internos em uma das principais instituições do país podem aumentar a insegurança política e institucional.
O próximo passo será observar como o plenário do STF tratará as decisões e se os ministros conseguirão construir uma solução institucional para o conflito.
